As aventuras do Capitão Errado e seus grandes companheiros.
Posted: sábado, 20 de abril de 2013 by Paraíba in
O grito é diferente, depende
para quem, para que. Para quando.
A traqueia, a corda, a raiva.
A voz que tenta freneticamente ser estrela, ator.
E por, justapor, frutacor:
VER-ME-LHO.
Aquele que berra não precisa ouvir,
nem aprender.
No meio da confusão de ondas sonoras,
Multilaterais, incríveis, adjetivas, virguladas.
Encontrei-me com um nome, um RG e um telefone.
Mesmo sem pertencer à dita cuja humanidade.
Os beijos de fogo e fumaça,
Não respeitam família, não respeitam a dor.
Só respeita o fogo a fumaça,
Só respeita a fumaça o fogo.
A fumaça tem o gosto estranho
De entrar em lojas de discos usados
E comprar só as músicas tristes
Pra ressoarem em nossas almas.
Mas é da tua carne, da tua forma, do teu corpo
Que vem a solução.
Carne, que parece inválida perante a morte
Traz consigo a função sagrada
De compor a sinfonia.
Sai dela um piado fino, delicado,
Quase um sussurro.
A música de todas as mocas doces.
A música que só ouvirá quem sabe a dor
Que passam os sensíveis.
E esse som, tão fraco
Há de quebrar todos os discos de todas as lojas
(de todas as músicas tristes)
E permanecer, depois da morte,
Depois da tristeza,
Depois de mim.
Pra Mariana, pro Marcelo, pro Pedro, pra Allana, pra Maria e pra todos aqueles que serão jovens eternamente.